5/29/2012


Cada fiapo de inferno que você teceu, cada facada que deu em meu peito, ônibus que você perdeu, a trepada que agradeceu, eu quero mais é que se foda! Minha manha de te controlar, aquela vida amarga que você bebeu, a vadia que eu te dei, sabe, eu quero mais é que você se foda.
Aquela porra de música que cantei errado, a vizinha que você ficava espiando, o café que deixamos estragando, quero mais é que se fodam...
Passar outra noite em paranóia, esquecer a televisão ligada, desperdiçar com teu pau a madrugada...é, eu sei o quanto é foda...
Deixar você fodido e solitário, acreditando que era paixão, blefando contra minha frieza, duvidando da minha razão...aí você reclama que sou foda!
Pra segurar meu cabelo enquanto vomito, dizer que sem eu, você está perdido, não tolero tua fraqueza, fico assistindo...ainda bem que é só você que tá fodido...



5/28/2012

parte 02

(clica aqui pra ler a parte 01)




Mas essa é a parte que menos importa, pelo menos por hora...

Eu estava semana passada em um bar. Um bar simples, como sempre costumam ser. Estava lá apenas para ouvir música. Apenas para dançar.
Mas sempre há alguém que não entende. Que está lá a caça, e de alguma forma a razão distorcida o faz achar que estou disponível como caça. Nunca os procuro, é como se eles se oferecessem a mim.
Acabo caçando.
Já havia bebido o suficiente pra dançar duas noites seguidas e me esquecer se houvesse uma terceira. E ainda sentia os olhos dele em mim, lá, à distância, no balcão. Praticamente enxergava mentalmente o copo de conhaque na mão dele, o braço debruçado no balcão, os pensamentos eram quase palpáveis, vindo espontaneamente, imagens de como seria pegar aquela porra-louca que dançava como a prostituta escarlate da Babilônia. É, ela devia estar querendo. Ninguém é tão lasciva sem estar se oferecendo.
É o que ele pensava, creio.
Acabou a música, fim de noite,aquele período mais gostoso que tem, de quando as pessoas se reúnem e os músicos colocam o papo em dia. Eu estava lá, ao meio.
E aquele cara, estranhamente, até perturbadoramente me encarava, sentado na cadeira ao lado, e ele sabia que eu saboreava seus olhos pousando sobre mim. Aquele olhar vidrado, hipnótico e hipnotizado.
Mal sabia ele.
Dei-lhe aquele sorriso que costumo dar quando estou tentada a tentar alguém, e ele me correspondeu colocando sem perceber um novo grau de intensidade no olhar. Ele estava pronto.
Sentei-me mais próxima a ele e comecei a conversar, desinibida que sou, e meiga quando quero ser.
Para ele, com certeza eu parecia de novo a mais tola das mulheres, crente que conseguia fazer uma nova amizade sem interesse, que ele comeria e depois cuspiria os ossos tal como uma cobra.
Mal sabia ele.
Alguns breves momentos de conversa alternado com silêncios que criei propositalmente, para fingir um certo embaraço que não sentia, para colocar um constrangimento no silêncio que eu não sentia, pretensamente tímida eu me encostei em seu ombro, apenas para que minha boca ficasse próxima o suficiente. Para que ele se sentisse tentado a roubar um beijo. Ou pensar que roubou.
-Sabe, você é bastante única, devia perceber melhor isso!
-Única?
-É...além de beijar gostoso pra cacete, não tem muitas mulheres que saibam conversar assim, como você.
-E a gente vai continuar só conversando?
E aí ele soltou aquele sorriso. Lindo. Realmente lindo.
Depois disso, tudo saiu como o planejado de sempre. Ele estava de carro, mas não resistiu ao meu convite.
Há algo de tentador em uma mulher que mora sozinha e que não depende de ninguém. Algo que faz os caras aceitarem correndo qualquer convite, tão ingenuamente quanto uma menininha de 10 anos.
Fomos para a minha casa, ele seguindo meu carro.
Alguns beijos antes de abrir a porta, gemidos, e claro, tudo pra fazer com que ele pensasse o que todos eles devem pensar nessas horas: “essa tá no papo”, mas ainda garantem o terreno pra caso gostem e queiram mais, lançar mais alguns papinhos furados.
Aí vale tudo: é gostosa, puta, amor, chamam do que mais parecer que estamos abertas a ouvir, claro.
Eu respondia a tudo que ele dizia, deitei com ele na minha cama, agarrei, mordi, amarrei.
Chegamos ao ponto esperado. Estava enfim, atado.
-Minha nossa, mas você é a mina mais louca que já conheci!
-Obrigada!
Me levantei e fui à cozinha, me divertindo com o começo do pânico dele. Tentando entender o que se passava, mas sem ainda perceber a gravidade da situação.
Voltei com um lenço com uma estampa de oncinha...meio cafona isso, pelo menos eu acho, mas a maioria quando vê uma mulher de espartilho e segurando um lenço desses, pensa que é qualquer coisa, menos cafona. Presas tão fáceis!
Vendei os olhos dele, vendo aquela expressão preocupada dele, com os braços amarrados no encosto da cama, o peito nu, e os olhos preocupados se tornarem aquele sorriso de safado...de safado burro.
Subi em cima dele, dando um tapa em seu rosto. Ele se assustou mas riu. Era a hora do bote.
Ainda em cima dele, olhava bem nos olhos dele,aos poucos se entregando mais, e confiando mais.
Quando já havia naquele olhar a mistura na dose certa de loucura e de entrega, que, inclinando-me para a a frente, deixei que meus seios tocassem seu rosto, enquanto me esticava para alcançar o criado-mudo. A primeira gaveta do criado-mudo, mais precisamente.
-Minha nossa, mas você é realmente deliciosamente maluca!
-Shh...fica quietinho agora.
-O que é que você está pegando aí?
-Você vai ver, meu querido...
Peguei o vidrinho verde-escuro, que estava tampado com uma rolha já até meio corroída pelo ácido. Ás vezes a garrafa caía no chão e ficando na horizontal, o ácido que continha corroía cada vez mais a rolha.
-O que é isso?
-Shhh...
Precisava recuperar aquele fiapinho de confiança que ele perdeu quando viu a garrafinha. Ainda em cima dele, beijei-o, coloquei suas mãos no meu pescoço, pedindo para que me sufocasse...
Assim, aos poucos que ele estava se entregando, que me levantei de novo, olhando bem para seus olhos, desafiando-o a manter o olhar nos meus olhos, e quando ele fechava os olhos, eu o estapeava.
-Olha pra mim, caralho!
Ele já estava tão confiante que estava me ganhando que ele me olhava rindo, e eu ria junto.
Ele fechava de novo os olhos depois de alguns momentos. Outro tapa.
-Já falei pra olhar pra mim.
-Mas que porra, gata...você é louca...
Os olhos ainda fechados.Um tapa mais forte.
-Já falei pra olhar pra mim, cacete!
Quando ele abriu os olhos, eu me debrucei sobre ele.
-Acho que já posso te soltar...
-Se você me soltar,eu te pego...
-Pega?
Apenas um pouco. Sem entornar a garrafinha. O suficiente para que seus gritos de surpresa e dor fossem tão ridículos a ponto de parecerem o som de uma égua parindo.
Saí de cima dele, ágil como uma lebre, sem perder nenhum momento do espetáculo que eu estava assistindo.
-Vem me pegar então, verme...
-Vagabunda! Caralho! O que você fez? Que porra é essa?
E gritava, cada vez mais alto, mais desesperado. O ácido corroendo seus olhos davam-lhe tamanho desespero que queria levar as mãos aos olhos, mas eu ainda não o havia soltado...ele girava a cabeça de um lado pro outro, debatia as pernas na cama, se contorcia como um bebê.
Num certo ponto, fiquei com tanta dó que soltei seus braços do encosto da cama. Infelizmente a dor deve ser tão desesperadora que eu não entendia uma palavra sequer do que ele gritava. Ele se levantou mas caiu no chão, parecia estar meio tonto.
Sabia que uma hora ia parar. Sentei me, ainda nua na poltrona ao lado da cama, e saborrei o desespero dele o máximo que pude. Em questão de segundos, ele desmaiaria. Ninguém aguentava por muito tempo a dor do ácido tricloroacético queimando e corroendo a pele. Deve doer mais quando corrói o globo ocular.
-Puta desgraçada...
E ele desmaiou. Com suas últimas palavras de carinho.
Controlado.

5/23/2012

Ao santo



Amo ver meus fantasmas de frente
Dançar com meus demônios ao redor
Ouvir, rir dos pobres anjos piedosos
Amo viver aos anjos indiferente

Mergulhar e revirar teus falsos pudores
Jogar e tudo teu apostar
Perdendo o que não tenho razão pra ganhar
De teus sonhos despertar os horrores

Carrego em meu peito tuas lágrimas
Dançando sobre o cadáver da tua alma
Ser o demônio das suas orações
Ser a doce voz de suas lástimas.


5/15/2012

A amiga do seu namorado



Nem vou citar nomes nem nada, por que não convém ao caso.
Mas o que me emputece MUITO fácil é quando a mina não entende que eu sou a AMIGA do namorado dela.
Já era amiga dele antes dela aparecer. E não vou deixar de ser.
O que me entristece é o meu amigo ficar nessa situação delicada de não poder manter a consideração que tinha por mim antes de namorar, por causa da mina. Não por mim, mas eu fico chateada por causa do cara, entende...que coisa chata, eu vou ver esse meu amigo tocar, e a namorada quando me vê já treme por dentro, saem faíscas dos olhos dela, e se pudesse, me pulverizava com uma chama saindo direto do poder mental dela.
Eu? Honestamente mal me incomodo por que eu acho isso criancice.
O foda é que daí meu amigo mal sabe como faz pra me cumprimentar. Afinal, pela amizade que tivemos esse tempo todo, e ainda temos, o cara não quer deixar de pelo menos dizer um "alô" né?
Por outro lado, não quer ter que discutir a relação no final da balada.
Eu? Se ele achar melhor não me cumprimentar, eu entendo. Já tive relações ciumentas e inseguras, e sei como é o pânico que dá quando você vê que o seu amigo vai ser tema de debate durante a manhã.
E olha, a namorada em questão, eu dei mó apoio até quando eles tavam separados.
Dei mó apoio quando eles voltaram.
E agora, nem sequer posso ligar pro cara pra conhecer o filhote que eles tiveram.
Por que eu?
Por que raios ela me dá esse poder de sedução todo que eu nem tenho?
O que faz ela achar que eu, tendo sido amiga dele esse tempo todo, ia querer dar pra ele agora que ele tá com a mina que eu sabia que ele gostava?
Eu podia bancar a fada ciumenta da "Bela Adormecida", saca, aquela que não foi chamada pro batizado da princesa Aurora, mas nem isso eu acho que vale a pena!
Por que tão querendo competir comigo por algo que eu nunca quis!
Aí que eu separo meeesmo as amizades de verdade da namorada do meu amigo.
Por que quando a pessoa é de valor, eu sou amiga do namorado e amiga da namorada TAMBÉM.
Não sou nenhuma ameaça, não tenho tara pelos meus amigos, aliás, os amigos homens que eu tenho, eu os considero amigos justamente por que nunca me viram como mulher, sempre me trataram como "um dos caras".
Pena que não são todas as namoradas que são maduras o suficiente pra entender isso.
Fico triste por esse amigo, mas entendo e me afasto. Fiquei mal e ele tb, mas por causa da namorada que não cresceu tanto quanto parecia, melhor nos afastar, "dar um tempo" mesmo que seja só na amizade.
Só repito: uma pena...ela perdeu uma amiga tão legal, que até o dado momento não tinha nada contra ela.
Me sinto uma babaca de todas as vezes que a encontrei lá, e ela abraçava, e batia papo, e tava na falsidade que só o ciúme imbecil pode dar a alguém....
E fico lembrando de como ela era "amiguinha" minha, de me mandar música no msn pra pedir minha opinião, de reclamar de não ter sido chamada pra um churras na minha casa (que honestamente, eu já sabia que ela não ia com a minha cara, logo, nem passou na minha cabeça a possibilidade de chamá-la...), tudo isso pra mostrar pro namorado (meu amigo) que ela tinha mudado...aham...vi tudo aí...
Pobre dela...
Eu ia curtir ser amiga de mais um casal...gosto de ver meus amigos felizes, relações dando frutos, e amizades crescendo.
Se eu quiser dar pra alguém, eu arrumo pra mim, não fui criada com novela na globo pra ficar querendo competir.
Mas, de qualquer forma, obrigada pela massagem no ego! Se tão achando que eu tenho todo esse poder de sedução, né?
Só não quero mais ouvir esse meu amigo pedindo: "pô, Alê, a XXXX cismou que a gente tem uma história, que você e eu temos algo e nada tira isso da cabeça dela, fala com ela, po, fico chateado, que ela não entende que você é uma das melhores amigas que eu já conheci, pô!"...
Que essa história me deixou MUITO chateada, e MUITO aborrecida...por mim, e pela amizade que eu cultivei que não precisava ser estragada, assim como eu procuro não estragar o relacionamento deles de forma alguma....pena que tem gente ciumenta e com a maturidade emocional de uma menininha de 5 anos....

5/14/2012

E agora tudo volta ao normal...

Que tava foda de pensar na minha vida sendo que tudo estava empacado!

Esse mês, já de volta no trabalho, com a minha renda garantida, vamos lá, rever o que eu tenho que recuperar que ficou parado por conta de $:

- o tradicional conserto do carro (que é só eu ficar sem grana que me descuido do pobrezinho, e amassou uma roda quando subi numa guia!)
- VOLTAR A DANÇAR! planejado desde Fevereiro, e agora vai!
- Novos quadros, que agora posso comprar mais material!
- ROUPAS, por que até um "homem do sexo feminino" precisa, né?
- Academia...I"m back! (que tô ficando com braços murchinhos por falta de treino!)
- Engorda dos doggies....que tão até enjoados já de comer arroz sem sal!
- FESTA! por que essa casa foi feita pra isso!

Tem um mundo enorme que eu não pude viver por que a grana tava sempre curta...sair sempre contando quantas cervejas poderia tomar; quanto de droga usar (se bem que isso eu faço sempre - pq sabe né? ir parar no hospital com arritmia não é nem um pouco divertido!).
E em breve, umas fugidas pra praia nos finais de semana insólitos, mesmo que seja no inverno!
Na verdade eu gosto de ir na praia com frio, dá pra mergulhar pelada, e a água fica sempre quentinha quando o vento tá frio...o problema é que as bicolas ficam tão duras que parece que meus peitos vão explodir kkkk!

Voltei a trabalhar, e agora chega de férias...já tive um ano inteiro, e me basta!
Que esse ócio todo não me ajudou em nada, só me serviu pra ficar me ocupando com besteira!

(A musica é repeteco, mas adivinha? NÃO FALEI QUE QUANDO TÔ FELIZ VIRO VIADO? AHUAHUUHA)





Well it looks like the road to heaven
But it feels like the road to hell
When I knew which side my bread was buttered
I took the knife as well
Posing for another picture
Everybody's got to sell
But when you shake your ass
They notice fast
And some mistakes were built to last